O mês de março, símbolo da luta das mulheres, também tem sido marcado por avanços importantes no campo legislativo no Brasil. Na Câmara dos Deputados, propostas voltadas à proteção feminina ganharam força, refletindo a urgência em enfrentar os diversos tipos de violência ainda presentes no cotidiano.
Entre as iniciativas, destaca-se o reforço no uso de tornozeleira eletrônica para monitoramento de homens que estão sob medidas protetivas. A medida visa garantir maior segurança às vítimas, permitindo o controle da distância entre agressor e mulher, além de possibilitar respostas mais rápidas em casos de descumprimento judicial.
Outro ponto relevante é o avanço no reconhecimento da chamada violência vicária — quando o agressor atinge a mulher por meio de filhos ou pessoas próximas. A inclusão dessa prática na legislação amplia a proteção dentro do escopo da Lei Maria da Penha, prevendo responsabilização mais rigorosa e possibilidade de aumento de pena para esse tipo de crime.
Também entrou em pauta a liberação e regulamentação do uso de spray de pimenta por mulheres como instrumento de defesa pessoal, especialmente em situações de risco iminente. A proposta surge como alternativa diante do crescimento da violência urbana.
Além dessas medidas, seguem em discussão projetos que endurecem penas para agressores, fortalecem as medidas protetivas e ampliam o acesso à rede de apoio às vítimas.
Apesar dos avanços, a principal luta da mulher brasileira ainda é a de se manter viva. Os índices de violência de gênero permanecem elevados, tornando essencial que as políticas públicas não apenas avancem no papel, mas sejam efetivamente aplicadas no dia a dia.
Neste mês de março, mais do que celebrar conquistas, o momento é de reforçar o compromisso coletivo com a proteção, a dignidade e o direito fundamental à vida de todas as mulheres.