O 21º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras transformou o Pavilhão do Parque da Cidade, em Brasília, em um grande palco da cultura nacional entre os dias 1º e 5 de abril. Considerado um dos maiores eventos do segmento no país, o salão reúne produções de todas as regiões brasileiras, consolidando-se como vitrine da diversidade, da tradição e da inovação no fazer artesanal.
Entre os mais de 500 artesãos presentes, um nome chamou atenção pela originalidade e compromisso com a sustentabilidade: o mestre Juão de Fibra, de Novo Gama (GO). Com um trabalho admirável desenvolvido a partir do capim colonião, ele se destaca pela sensibilidade artística e pela capacidade de transformar uma matéria-prima simples em peças de grande valor cultural e estético.
Reconhecido por sua dedicação e talento, mestre Juão de Fibra representa a essência do artesanato brasileiro: o respeito às tradições aliado à criatividade. Suas peças carregam identidade, história e um forte vínculo com a natureza, demonstrando como o artesanato pode ser, ao mesmo tempo, expressão cultural e alternativa sustentável de geração de renda. Seu trabalho é um verdadeiro exemplo de como técnicas ancestrais podem dialogar com o presente e inspirar novas possibilidades.
Realizado em Brasília desde 2008, o Salão do Artesanato chega à sua 21ª edição somando ainda quatro edições em São Paulo. O evento conta com o apoio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), do Sebrae, do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), além de parcerias com o Senac-DF e governos estaduais, como Goiás e Minas Gerais.
Mais do que uma feira, o salão promove uma experiência cultural completa. O público tem acesso a uma ampla variedade de tipologias artesanais, como cerâmica, madeira, fibras naturais, bordados, rendas e biojoias, além de participar de oficinas gratuitas de gastronomia e artesanato, apresentações culturais com música, cordel, repente, teatro infantil e atrações para toda a família.
Com a participação de 21 estados e do Distrito Federal, o evento ocupa uma área superior a 6 mil metros quadrados, reunindo peças que vão de vestuários e acessórios a objetos de decoração e instrumentos musicais. Cada item exposto carrega a identidade de seu criador, reforçando o papel do artesanato como motor de inclusão, desenvolvimento econômico e valorização cultural.
A presença de Goiás é fortalecida por iniciativas como o programa Goiás Feito à Mão, que impulsiona o setor por meio de políticas públicas voltadas à qualificação, inovação e ampliação de mercado. Nesse cenário, talentos como o de mestre Juão ganham ainda mais visibilidade, mostrando que o artesanato goiano segue firme como referência de criatividade e sustentabilidade.
Ao encantar visitantes com sua arte feita de capim colonião, mestre Juão não apenas representa Novo Gama, mas também reafirma a força de um Brasil que transforma tradição em futuro.